Lua | Foto: Richard Souza / GE
- Documento: “The American Declaration of Freedom in Space” (Declaração Americana de Liberdade no Espaço).
- Assinatura: presidente Donald Trump.
- Meta para 2028: retorno de astronautas norte-americanos à Lua.
- Presença permanente: estabelecimento de uma estrutura norte-americana permanente no ambiente lunar.
- Marte: intenção de acelerar os planos para que um norte-americano seja o primeiro ser humano a pisar no planeta.
- Atividades espaciais: exploração, desenvolvimento, utilização e estabelecimento de presença permanente por cidadãos norte-americanos, conforme a legislação dos Estados Unidos e suas obrigações internacionais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou em 3 de novembro de 2026 a proclamação “The American Declaration of Freedom in Space” (Declaração Americana de Liberdade no Espaço), na qual reafirma a intenção de ampliar a presença norte-americana além da Terra. O documento estabelece como objetivos o retorno de astronautas dos Estados Unidos à Lua até 2028, a criação de uma presença permanente no ambiente lunar e o avanço dos planos para uma futura missão tripulada a Marte.
A declaração também defende que o sistema solar e o espaço além da Terra sejam considerados espaços abertos à exploração, ao desenvolvimento e à utilização por toda a humanidade. Ao mesmo tempo, o texto afirma que os Estados Unidos pretendem liderar essas atividades e garantir a possibilidade de seus cidadãos estabelecerem uma presença permanente no espaço, desde que respeitadas a legislação norte-americana e as obrigações internacionais do país.
Proclamação apresenta objetivos para a exploração espacial
No documento, Trump afirma que a exploração e a expansão das fronteiras humanas para além da Terra fazem parte do destino dos Estados Unidos. O presidente associa essa estratégia à defesa da liberdade individual e à construção de uma civilização interplanetária.
A proclamação também destaca a trajetória norte-americana na exploração espacial, mencionando a missão Apollo 11, que levou astronautas à superfície lunar, e os veículos robóticos enviados para explorar Marte.
O texto atribui os avanços da exploração espacial ao trabalho de gerações de astronautas, cientistas, engenheiros e profissionais envolvidos no desenvolvimento de tecnologias e missões.
Trump afirma que seu governo pretende fortalecer a exploração espacial tripulada, ampliar a participação da indústria comercial e preservar a liderança dos Estados Unidos no setor.
Artemis II e Artemis III são citadas no documento
A declaração menciona a missão Artemis II, apresentada pelo presidente como uma viagem bem-sucedida realizada em abril de 2026, na qual astronautas viajaram ao redor da Lua e alcançaram uma distância da Terra superior à registrada anteriormente por seres humanos.
O documento também cita a Artemis III, cuja campanha de testes de voo está prevista para o verão de 2027 no hemisfério norte. Trump classifica a missão como uma das etapas mais complexas e importantes da história do programa espacial norte-americano.
A proclamação não apresenta detalhes técnicos adicionais sobre a campanha de testes, mas utiliza as duas missões como parte da justificativa para os próximos objetivos da exploração espacial dos Estados Unidos.
Governo estabelece meta de retorno à Lua até 2028
Um dos principais objetivos anunciados é o retorno dos Estados Unidos à Lua até 2028. A declaração também prevê a criação das bases para uma presença norte-americana permanente no ambiente lunar.
O plano é apresentado como parte de uma estratégia de longo prazo para ampliar a capacidade de exploração, desenvolver recursos e construir instalações que permitam atividades humanas contínuas no espaço.
O documento relaciona esses objetivos à pesquisa científica, ao desenvolvimento da economia espacial e ao fortalecimento da segurança nacional dos Estados Unidos.
Além da Lua, Trump menciona a intenção de acelerar o momento em que um norte-americano será o primeiro ser humano a pisar em Marte. A proclamação, porém, não estabelece uma data para essa eventual missão.
Declaração defende participação de empresas e cidadãos norte-americanos
A proclamação afirma que o governo pretende estimular uma indústria espacial comercial competitiva e ampliar a participação dos Estados Unidos nas atividades realizadas além da Terra.
O texto presidencial declara que o sistema solar e todo o espaço exterior estão abertos à exploração, ao desenvolvimento, à utilização e ao estabelecimento de presença permanente por cidadãos norte-americanos, desde que essas atividades estejam de acordo com as leis dos Estados Unidos e com as obrigações internacionais do país.
A formulação combina a defesa de uma exploração espacial aberta à humanidade com a intenção de manter a liderança norte-americana no setor.
Trump afirma que a nação com maior capacidade científica, economia espacial mais avançada e cidadãos mais preparados para atuar no espaço terá melhores condições de prosperidade nos próximos séculos.
Segurança nacional e liderança internacional também são mencionadas
Outro aspecto da declaração é a associação entre a expansão das atividades espaciais e a segurança nacional. O presidente afirma que a construção de instalações, o desenvolvimento de recursos e o estabelecimento de uma presença permanente no espaço também devem contribuir para fortalecer a segurança dos Estados Unidos.
A proclamação apresenta a liderança espacial como um objetivo estratégico, econômico e científico. O documento ainda associa a exploração do universo à defesa de valores como fé e liberdade, mencionados por Trump como princípios que deveriam acompanhar a presença norte-americana além da Terra.
A assinatura ocorreu em 3 de novembro de 2026, conforme registrado no encerramento da proclamação presidencial.
O documento estabelece, portanto, uma orientação política para a atuação dos Estados Unidos no espaço, com metas que incluem o retorno à Lua até 2028, a preparação de uma presença lunar permanente e o avanço da exploração de Marte. A concretização desses objetivos dependerá das etapas técnicas, operacionais e institucionais necessárias para realizar as missões anunciadas.
Com informações da comunicação da Casa Branca.
