Veículos em congestionamento | Foto: Richard Souza / GE
[Foto: Richard Souza / GE]

- Foco na qualidade de vida: O Ministério das Cidades está construindo o PlanMob-Brasil para garantir acesso seguro e eficiente a serviços essenciais, trabalho e lazer.
- Combate aos problemas diários: O projeto visa solucionar os longos tempos de deslocamento, sinistros de trânsito, desigualdades territoriais e impactos ambientais.
- Participação popular: A sociedade já pode contribuir com o futuro do transporte no país por meio de uma consulta pública aberta pelo Governo Federal.
O conceito de deslocamento nas cidades brasileiras está prestes a passar por uma reestruturação estratégica. Compreendendo que a mobilidade urbana ultrapassa a simples construção de vias para carros e significa, na essência, garantir o acesso da população a serviços de saúde, escola, trabalho e lazer, o Ministério das Cidades avança na construção do Plano Nacional de Mobilidade Urbana: o PlanMob-Brasil.
Sob a coordenação da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana (Semob), o plano nasce como um instrumento estratégico definitivo. O objetivo é orientar de forma clara os investimentos e ações, tanto públicos quanto privados, voltados ao transporte em todo o território nacional. A meta é desenhar cidades que sejam mais acessíveis, integradas, seguras e sustentáveis.
A iniciativa de incluir a população ativamente neste processo já começou, e os cidadãos podem acessar o portal do governo para participar da consulta pública do PlanMob-Brasil.
Desafios diários e herança das políticas urbanas
A formulação do novo plano atua em total alinhamento com a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), instituída em 2012. Essa política já estabelecia diretrizes cruciais para a integração dos modais de transporte e a melhoria da acessibilidade nos municípios, reforçando a urgência de priorizar o transporte público coletivo e a mobilidade ativa, como o uso de bicicletas e caminhadas.
O diagnóstico do PlanMob-Brasil joga luz sobre os gargalos exaustivos enfrentados diariamente pelos brasileiros. Estão na mira da reestruturação problemas crônicos como os congestionamentos severos, as horas perdidas em longos deslocamentos, a evidente perda de qualidade no transporte coletivo e o aumento alarmante dos sinistros de trânsito. Além disso, o documento busca mitigar as desigualdades territoriais e os profundos impactos ambientais gerados pelo excesso de veículos motorizados individuais nas ruas.
Visão de longo prazo e integração federal
A estratégia do novo plano é promover um enfoque profundo na equidade, no acesso às oportunidades e na sustentabilidade ambiental. Para atender às diferentes realidades urbanas do país, o PlanMob-Brasil vai abordar áreas vitais como micromobilidade, gestão territorial, governança e desenvolvimento institucional.
Para que essa visão de longo prazo saia do papel, a União informou que atuará de forma coordenada com estados e municípios. Essa integração também se refletirá no diálogo do PlanMob-Brasil com outros grandes pacotes e iniciativas federais já em andamento, como o Novo PAC, o Novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), o Programa Bicicleta Brasil, a Enabici (Estratégia Nacional de Promoção da Mobilidade por Bicicleta), o Pnatrans, o Plano Clima e a plataforma Viabiliza.
*Com informações de Ministério das Cidades
