Produção industrial | Foto: Imagem Ilustrativa / Google AI
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- Ameaça às exportações: O USTR dos Estados Unidos recomendou preliminarmente uma tarifa adicional de 25% sobre bens brasileiros, com algumas isenções.
- Ação da indústria: A Firjan, em conjunto com a CNI, habilitou-se na investigação para defender a concorrência justa, os investimentos e a parceria estratégica entre os dois países.
- Impacto e próximos passos: A medida eleva a incerteza econômica; uma audiência pública sobre o tema será realizada em 6 de julho para debater a situação.
A Firjan expressou profunda preocupação com a recente decisão preliminar do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O órgão estadunidense recomendou a imposição de uma tarifa adicional de 25% direcionada às exportações brasileiras com destino aos Estados Unidos.
A medida, que se desenrola no âmbito das investigações da Seção 301 da legislação comercial dos EUA, prevê a aplicação dessa sobretaxa sobre a totalidade dos bens provenientes do Brasil. No entanto, o USTR estabeleceu isenções para categorias e produtos específicos distribuídos em 1.690 linhas tarifárias, além de poupar os produtos que já estão incluídos na Seção 232.
Diante desse cenário, a Firjan agiu rapidamente e se habilitou junto ao USTR como parte interessada na investigação em curso, atuando em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e outros representantes setoriais. O objetivo das entidades é promover negociações objetivas que defendam a indústria nacional, a atração de investimentos e a manutenção do relacionamento econômico e da parceria estratégica histórica entre o Brasil e os Estados Unidos.
Durante as fases de consultas e audiências públicas, os porta-vozes da indústria brasileira apresentaram insumos fundamentais. O intuito foi reiterar o compromisso do Brasil com a justa concorrência, a sustentabilidade e a aplicação das melhores práticas do comércio internacional.
O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, destacou os riscos que essa movimentação traz para a economia de ambos os países: “Apesar de não ter efeito imediato, esta nova decisão contribui para o agravamento do cenário de imprevisibilidade e incerteza no relacionamento entre Brasil e EUA, impactando na geração de investimentos, empregos e renda em ambos os países”.
Para mitigar a crise, a Firjan reforça a necessidade urgente de um diálogo técnico estreito entre os governos, garantindo a participação ativa do setor empresarial. A meta é retomar as negociações e devolver a estabilidade ao relacionamento bilateral.
Próximos passos e atendimento à indústria fluminense
O debate sobre o impacto das tarifas continuará no dia 6 de julho, data marcada para a realização de uma audiência pública sobre o assunto, onde novos comentários serão recebidos.
A Firjan reforçou que as empresas associadas aos sindicatos filiados à Firjan e as empresas associadas à Firjan CIRJ que se sentirem impactadas pelas medidas podem buscar suporte. Além disso, Firjan Internacional disponibilizou o e-mail comex@firjan.com.br para que as indústrias solicitem informações e orientações detalhadas.
*Com informações de Firjan