[Foto: Ilustrativa / Google AI]
- Crescimento geral: A safra brasileira de grãos 2025/26 está estimada em 360,1 milhões de toneladas, um aumento de 2,2% em relação à temporada anterior, graças à expansão da área cultivada.
- Destaques de alta: A soja teve sua colheita encerrada com 180,6 milhões de toneladas (+5,3%), enquanto o milho deve fechar as três safras em 141,7 milhões de toneladas (+0,4%).
- Mesa do brasileiro: Apesar da redução na produção de arroz (-13,1%) e feijão (-1,4%), o volume colhido garante integralmente o abastecimento do mercado doméstico.
O Brasil deve colher 360,1 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, um volume 2,2% superior ao ciclo passado. O índice representa um acréscimo expressivo de 7,8 milhões de toneladas. O resultado positivo é reflexo direto do aumento da área destinada ao plantio no país, que chegou a 83,5 milhões de hectares. A produtividade média nacional, por sua vez, deve se manter estável em 4.311 quilos por hectare.
Os números detalhados constam no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira (14/7) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Soja em alta e mercado de exportação aquecido
A principal locomotiva do agronegócio nacional, a soja, já teve sua colheita finalizada, alcançando impressionantes 180,6 milhões de toneladas. O avanço de 5,3% em relação à safra anterior é explicado por uma conjunção de fatores: aumento de 2,7% na área cultivada, clima favorável e forte investimento em tecnologia pelos produtores rurais.
O desempenho da oleaginosa mexeu com as expectativas de mercado. A Conab ajustou o estoque final de soja para 8,8 milhões de toneladas, impulsionado por estimativas robustas para o mês de julho: 62,57 milhões de toneladas destinadas ao processamento e 116,3 milhões de toneladas para exportação.
O cenário das três safras de milho
A produção total do milho foi ajustada para 141,7 milhões de toneladas (+0,4% sobre a safra anterior). A situação de cada ciclo se divide da seguinte forma:
- Primeira safra: Praticamente toda colhida, com produção estimada em 29,6 milhões de toneladas.
- Segunda safra: Com a colheita em 38,9% da área (abaixo da média dos últimos cinco anos), o volume esperado é de 109,43 milhões de toneladas. O clima favoreceu o Mato Grosso, principal produtor nacional. Contudo, os estados de Goiás, Minas Gerais e Piauí sentiram o impacto de veranicos entre abril e maio.
- Terceira safra: A estimativa é de 2,7 milhões de toneladas, mas as lavouras enfrentam dificuldades ligadas às baixas precipitações, especialmente em Alagoas e Sergipe.
Com a atualização da colheita, a nova estimativa de estoque de passagem do milho é de cerca de 14,5 milhões de toneladas até 31 de janeiro de 2027.
Algodão supera queda de área com produtividade
O cultivo de algodão apresentou um cenário curioso: a área plantada diminuiu 3,2% (fechando próxima a 2 milhões de hectares), mas as boas condições de clima proporcionaram um salto de 2,8% na produtividade.
Como resultado, a produção prevista é de 4,06 milhões de toneladas de pluma. Atualmente, 8,1% da área está colhida, 78,4% encontra-se em fase de maturação e 13,5% em formação de maçãs. No mercado externo, as exportações da fibra podem alcançar 3,38 milhões de toneladas, deixando um estoque final de 2,67 milhões de toneladas.
Arroz e feijão: abastecimento garantido
Culturas fundamentais para a alimentação dos brasileiros, o arroz e o feijão apresentaram queda na produção. O arroz, já com a colheita encerrada, entregou 11,1 milhões de toneladas, uma redução de 13,1% atrelada à diminuição da área plantada. Já a safra total do feijão é estimada em 3 milhões de toneladas, um volume 1,4% menor que o ciclo anterior.
Apesar da retração nos dois produtos, a Conab é categórica ao afirmar que o volume colhido assegura integralmente o abastecimento no mercado interno.
Trigo fecha o levantamento em baixa
Entre as culturas de inverno, o trigo, que no momento entra em sua fase final de plantio, deve registrar uma forte contração. A expectativa da estatal é que sejam colhidas 6 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 23,5%. A retração é explicada tanto pela menor área de plantio quanto pela perspectiva de baixa na produtividade média das lavouras.
*Com informações de Conab
