Cinema | Foto: Richard Souza / GE
[Foto: Richard Souza / GE]
O Portal Terra noticiou que a distribuidora Paris Filmes desistiu de distribuir o longa-metragem “Dark Horse”, produção inspirada na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a publicação, apesar da negativa da empresa, a equipe do filme mantém a previsão de estreia para o dia 5 de novembro de 2026, poucos dias antes do segundo turno das eleições presidenciais.
De acordo com o Portal Terra, a produtora Go Up continua negociando com outras distribuidoras, mas nenhum contrato havia sido firmado até a publicação da matéria, que cita informação, atribuída a fontes próximas à família Bolsonaro, da produção estar enfrentando resistência no mercado audiovisual.
Ainda segundo o Terra, além das dificuldades para viabilizar a distribuição, o filme é alvo de questionamentos relacionados ao seu financiamento.
A reportagem cita que parte dos recursos para a produção poderia ter sido obtida junto ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, atualmente preso sob acusações de fraudes. O Portal Terra informa que, conforme áudios divulgados pelo The Intercept Brasil, o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado mais de R$ 134 milhões para financiar o projeto. A publicação destaca que o parlamentar confirmou a autenticidade do áudio, mas defendeu a legalidade dos pagamentos. Segundo a reportagem, o valor recebido de Vorcaro teria sido de aproximadamente US$ 10,6 milhões, o equivalente a cerca de R$ 61 milhões.
O Portal Terra também informa que a polêmica chegou ao Judiciário. Conforme a reportagem, o grupo Prerrogativas ingressou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar impedir a exibição do filme antes das eleições, sob a alegação de propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder econômico.
Além disso, segundo o veículo, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando investigação sobre a origem dos recursos utilizados na produção, levantando suspeitas sobre eventual uso desses valores para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
