[Foto: Richard Souza / AN]
- A corrente comercial fluminense alcançou a marca de US$ 32,3 bilhões entre janeiro e maio, acumulando um superávit expressivo de US$ 11,8 bilhões.
- O petróleo se consolidou como o principal pilar das exportações do estado, sendo responsável por movimentar US$ 17,1 bilhões no período.
- O Rio de Janeiro respondeu sozinho por 15% de todas as exportações do Brasil, tendo a China, os Estados Unidos e a Coreia do Sul como principais parceiros.
A economia do Estado do Rio de Janeiro registrou um desempenho robusto no comércio exterior durante os primeiros cinco meses deste ano. De acordo com dados oficiais do Comex Stat, sistema do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a corrente comercial fluminense, que representa a soma de todas as importações e exportações do estado, alcançou o montante de US$ 32,3 bilhões no acumulado entre janeiro e maio.
O resultado garantiu ao Rio de Janeiro um superávit comercial expressivo de US$ 11,8 bilhões. Esse saldo positivo é fruto de um volume de exportações que atingiu US$ 22,1 bilhões, superando significativamente as importações estaduais, que fecharam o período em US$ 10,2 bilhões.
A força do petróleo e da siderurgia fluminense
A engrenagem exportadora do estado encontrou no setor energético a sua principal força motriz. O petróleo foi o grande protagonista do período, respondendo por expressivos 77,3% de tudo o que o Rio de Janeiro vendeu para o mercado internacional. Ao todo, o setor petrolífero movimentou US$ 17,1 bilhões nos cinco primeiros meses do ano.
Além do petróleo, a indústria de siderurgia também garantiu uma fatia relevante nos negócios internacionais do estado, registrando o envio de US$ 789,9 milhões em produtos para o exterior.
Relevância nacional e os principais parceiros no exterior
A força dos dados consolida a importância estratégica do Rio de Janeiro no cenário econômico brasileiro. De janeiro a maio, o território fluminense respondeu por 15% das exportações totais do país, além de ter sido o destino de 8,8% de todas as importações feitas pelo Brasil.
No mapeamento dos fluxos comerciais globais, a China despontou isolada como o principal parceiro econômico do estado, somando uma corrente comercial bilateral de US$ 11,4 bilhões. Na sequência dos principais mercados compradores e fornecedores do Rio, aparecem os Estados Unidos, com um intercâmbio de US$ 3,5 bilhões, e a Coreia do Sul, registrando US$ 3,1 bilhões. O relatório do Comex Stat também apontou a Índia, a Espanha e Singapura como mercados que ganharam forte destaque pelo maior intercâmbio comercial com o estado fluminense ao longo do período.
