[Foto: Ilustrativa / Google AI]
- Nova opção terapêutica: A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou o registro do medicamento oral Inluriyo® (tosilato de inlunestranto).
- Indicação específica: O produto é voltado para adultos com tumores localmente avançados ou metastáticos que possuam mutações específicas e histórico de terapia endócrina.
- Cenário nacional: A aprovação chega para combater a neoplasia maligna mais incidente entre as mulheres no Brasil, responsável por mais de 73 mil casos recentes.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (22/06), o registro oficial do medicamento Inluriyo® (tosilato de inlunestranto) no Brasil. Desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly do Brasil Ltda., o produto surge como uma nova alternativa terapêutica de uso oral e contínuo, sendo indicado para a administração em formato de monoterapia.
O tratamento é especificamente direcionado a pacientes adultos diagnosticados com câncer de mama localmente avançado, nos casos em que a doença não pode ser removida por meio de procedimentos cirúrgicos, ou que já tenha evoluído para um quadro metastático, espalhando-se para outras partes do organismo. Para receber a indicação, os pacientes também devem ter passado por tratamento prévio com terapia endócrina.
Do ponto de vista biomolecular, a Anvisa explica que o medicamento atua de forma restrita a um subtipo específico de tumor. A indicação clínica exige que a neoplasia apresente três características fundamentais: ser positiva para receptor de estrogênio (ER+), negativa para o receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-) e apresentar a mutação documentada no receptor de estrogênio 1 (ESR1m).
A chegada do Inluriyo® ao mercado brasileiro ocorre em um contexto de alta prevalência da doença. O câncer de mama permanece consolidado como a neoplasia maligna de maior incidência na população feminina do país. Conforme os dados oficiais consolidados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registrou um total de 73.610 casos da doença no triênio compreendido entre os anos de 2023 e 2025. Esse montante estatístico expressivo representa um percentual de 30,1% de todos os diagnósticos de tumores malignos identificados em mulheres brasileiras ao longo do período citado.
*Com informações de Anvisa
