Pão de Açucar, poto turístico do Rio de Janeiro | Foto: Richard Souza / GE
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, apresentou oficialmente, neste sábado (18/07), a criação da Semana de Arte do Rio. O lançamento ocorreu no Teatro Carlos Gomes e contou com a presença do secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, além de artistas e produtores culturais. A primeira edição do evento está agendada para acontecer entre os dias 16 e 27 de setembro de 2026, promovendo uma programação integrada com mais de dez festivais e iniciativas artísticas espalhadas pela região central da capital fluminense.
Coordenada pela Secretaria Municipal de Cultura, a proposta vai reunir, ao longo de 12 dias, exposições, intervenções urbanas e atividades culturais diversas em espaços públicos e privados, como museus, teatros, galerias e centros culturais. A iniciativa visa integrar projetos já consolidados na cena cultural carioca e festivais recentes de variadas linguagens artísticas, estimulando a circulação de artistas e do público, a valorização do patrimônio material e imaterial e o fortalecimento do ecossistema econômico ligado à cultura.
A realização da Semana de Arte do Rio tem como foco central a política pública de ocupação do Centro da cidade por meio de manifestações de artes visuais, cinema, dança, coreografia e teatro. Além de reunir eventos artísticos, a medida busca gerar emprego e renda para o setor cultural e atrair turistas para a capital. A organização do evento informou que a programação completa com todas as atrações e horários específicos será detalhada e divulgada em breve.
Nesta edição inaugural, o evento já possui dez festivais confirmados em sua grade de atividades: a Festa Literária das Periferias (Flup), o Festival Panorama, o Aquarius, o ARUA Summit 2026, o 7º Festival Internacional de Circo, o Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul, o Festival Mimo, a ArtRio, o Arte de Portas Abertas e a CasaCor. A integração desses eventos busca estruturar uma política permanente de fomento às instituições, aos grupos artísticos e aos festivais da cidade.
A iniciativa atua em convergência com diversas diretrizes municipais voltadas ao setor, articulando o apoio a instituições e festivais, a formação de público, o fomento à produção e a preservação do patrimônio histórico. A proposta aproxima a política cultural de setores como urbanismo, turismo e desenvolvimento econômico, buscando projetar o Rio de Janeiro como referência no circuito artístico contemporâneo e resgatar a tradição da cidade em sediar grandes marcos culturais ao longo da história.
A plataforma da Semana de Arte insere-se em um conjunto de medidas operadas pela Secretaria Municipal de Cultura, que abrangem o edital de apoio às instituições culturais privadas e editais de manutenção de companhias, residências e processos formativos. Na região central, a ação dialoga com iniciativas de ocupação e calendarização permanente, como os programas Reviver Cultural e Circuito MAM-Capanema, somados aos editais de Linguagens Artísticas, Mestres e Mestras e de Fluxo Contínuo para suporte à produção e ao patrimônio imaterial.
