Brasília | Foto: Richard Souza / AN
O Ministério do Turismo promoveu, em parceria com o Instituto Artetude Cultural, o passeio inaugural do programa “Roteiros da Cidadania e Cultura” na última quinta-feira (17). A ação de estreia contou com uma vivência adaptada direcionada a 22 crianças atendidas pelo Centro de Ensino e Reabilitação (CER), que percorreram monumentos e prédios públicos na capital federal. O projeto utiliza o turismo cívico como instrumento pedagógico e de inclusão social, aproximando os estudantes da história política e institucional do Brasil e do Distrito Federal.
Com duração prevista de 12 meses, o programa prevê a execução de 60 visitas guiadas com mediação educativa. A meta do projeto é atender diretamente mais de 2 mil pessoas, abrangendo estudantes do ensino médio, da Educação de Jovens e Adultos (EJA), de cursos técnicos da rede pública de ensino do Distrito Federal, além de integrantes de entidades comunitárias e pessoas com deficiência. O circuito conecta os edifícios públicos do centro de Brasília a regiões com papel marcante na formação do DF, como Ceilândia e Planaltina.
A estrutura do projeto contempla seis edições exclusivas e adaptadas para pessoas com deficiência. Essas visitas contam com suporte especializado, rotas acessíveis, intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras), recursos de audiodescrição e material informativo impresso em Braille. Segundo a presidente do CER, Maria de Nazaré Silva dos Santos, a iniciativa possibilita o acesso a espaços como o Senado Federal e a Câmara dos Deputados com infraestrutura adequada para os usuários e suas famílias.
As visitas guiadas são conduzidas por guias de turismo credenciados e contam com conteúdo pedagógico alinhado com a história das instituições nacionais. O guia de turismo Cedric Valente destaca que a contextualização promovida pela mediação permite ao público compreender o significado dos símbolos republicanos, além de impulsionar a economia local ao movimentar profissionais de transporte, guias e comércios de produtos regionais.
A escolha de Brasília como sede do projeto justifica-se por seu patrimônio político e histórico, reconhecido como patrimônio mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A diretora do Departamento de Ordenamento, Inteligência e Desenvolvimento do Turismo do Ministério do Turismo, Fabiana Oliveira, ressalta que a proposta busca integrar os moradores do entorno ao patrimônio cultural e institucional da cidade.
A iniciativa alinha-se às diretrizes da Portaria MTur nº 24, de 22 de junho de 2026, norma responsável por regulamentar o turismo cívico no âmbito da Lei Geral do Turismo. O texto legal conceitua a modalidade como uma vertente do turismo cultural direcionada à preservação da memória política e à vivência das instituições, estabelecendo prioridade para diretrizes de inclusão, diversidade e capacitação de educadores.
