[Foto: Ilustrativa / LensGo]
- Janela de inscrição: Universidades privadas interessadas em ofertar vagas no Fies para o segundo semestre de 2026 devem realizar a adesão no sistema SisFies até o dia 15 de junho.
- Regras do edital: Mantenedoras precisam disponibilizar no mínimo seis vagas por curso e detalhar custos de semestralidade e critérios de reajuste das mensalidades.
- Punição na Medicina: Portaria do MEC aplica medidas cautelares que vetam novos contratos de financiamento para 99 cursos de Medicina com desempenho reprovado no Enamed.
O Ministério da Educação (MEC) deu o pontapé inicial para o segundo processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) de 2026. A partir desta semana, as instituições privadas de ensino superior de todo o país já podem manifestar interesse em participar do programa. As mantenedoras têm até as 23h59 do dia 15 de junho (horário de Brasília) para registrar suas propostas de vagas por meio do módulo FiesOferta, no Sistema Informatizado do Fies (SisFies).
O programa federal, que funciona como uma das principais portas de entrada para o ensino superior privado no Brasil, é voltado prioritariamente para estudantes que buscam a primeira graduação e que ainda não contaram com o auxílio do financiamento público. Para validar a participação, os representantes legais das universidades precisam assinar o termo de adesão de forma totalmente eletrônica.
Exigências e regras para as universidades
De acordo com as diretrizes estabelecidas pelo edital do MEC, as faculdades precisam cumprir critérios rigorosos de transparência antes de abrir as vagas aos estudantes. No preenchimento dos dados, é obrigatório detalhar os valores das semestralidades vigentes de cada curso, apontar a metodologia que será utilizada para os reajustes futuros das mensalidades e informar se haverá exigência de processo seletivo próprio.
Além disso, o governo fixou uma cláusula de viabilidade: cada graduação oferecida por turno e localidade deve disponibilizar, obrigatoriamente, um lote mínimo de seis vagas para o financiamento.
Pente-fino na Medicina: 99 cursos sofrem bloqueio
A grande novidade e ponto de atenção desta edição do Fies é a aplicação prática de sanções pedagógicas. O MEC e o Ministério da Saúde decidiram aplicar medidas cautelares severas contra instituições que apresentaram qualidade de ensino insatisfatória no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.
Balanços oficiais apontam que 99 cursos de Medicina em todo o Brasil obtiveram conceitos equivalentes às faixas 1 e 2 da avaliação nacional, o que indica que mais de 40% dos alunos concluintes dessas turmas não atingiram as competências mínimas esperadas para o exercício da profissão.
Como punição escalonada determinada por portarias do governo, essas faculdades estão temporariamente proibidas de fechar novos contratos de financiamento pelo Fies, além de serem suspensas de outros programas federais de incentivo à educação, até que regularizem suas situações pedagógicas.
O Fies opera tradicionalmente em dois ciclos regulares ao ano (um por semestre), abrindo janelas posteriores para o preenchimento de vagas remanescentes. Para sanar dúvidas sobre o cronograma ou regras de adesão, o Ministério da Educação disponibiliza atendimento telefônico centralizado por meio do número 0800-616161.