Dinheiro e calculadora | Imagem: Ilustrativa / Google Gemini
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- Deflação no mês: O IPCA de agosto de 2026 registrou taxa negativa de -0,32%, puxado principalmente pela queda histórica nos custos de habitação e energia elétrica.
- Alívio no bolso: Passagens aéreas, combustíveis e alimentos de consumo diário, como batata, cenoura e cebola, ficaram consideravelmente mais baratos no período.
- Vilões do mês: Apesar da queda geral, o grupo de Despesas Pessoais subiu, impulsionado por um forte aumento de quase 20% no preço do cigarro.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, registrou uma deflação de -0,32%. O resultado representa uma queda expressiva em relação a julho, quando o índice havia ficado em 0,07%. Com esse desempenho, a inflação acumulada nos últimos 12 meses recuou para 4,22%.
A retração nos preços foi impulsionada, de forma histórica, pela redução dos custos de moradia e transporte, além de uma ajuda bem-vinda nas prateleiras dos supermercados.
Conta de luz mais barata e a maior queda desde o Plano Real
O grande destaque de agosto foi o grupo Habitação, que despencou -1,87%. Segundo o IBGE, este é o menor resultado para este grupo em um mês de agosto desde a criação do Plano Real.
O principal motivo para esse alívio histórico foi a energia elétrica residencial, que recuou 7,63%. A queda ocorreu graças à incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas em agosto. Apesar de a bandeira tarifária amarela (que adiciona R$ 1,885 a cada 100 Kwh) estar em vigor, o bônus, somado a reduções tarifárias em cidades como Fortaleza e Rio Branco, garantiu a queda no índice nacional.
Viagens e combustíveis em baixa
O grupo de Transportes também registrou deflação (-0,86%). Quem precisou viajar de avião encontrou passagens aéreas 13,17% mais baratas. Nos postos, os motoristas também pagaram menos pelos combustíveis (-0,91%), com destaque para o recuo no preço do etanol (-3,95%), do óleo diesel (-0,80%) e da gasolina (-0,59%).
Curiosamente, o transporte por aplicativo também registrou queda (-4,57%), embora o IBGE ressalte que o número engloba uma correção de dados referente ao mês de julho.
A feira ficou mais barata, mas carne e leite subiram
Comer em casa pesou menos no orçamento. O grupo Alimentação e bebidas variou -0,34%. Produtos essenciais na mesa das famílias registraram quedas vertiginosas: a batata-inglesa caiu -19,89%, seguida por cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%) e o ovo de galinha (-4,15%). Até o café moído ficou um pouco mais barato (-1,86%).
Por outro lado, quem foi ao supermercado precisou desembolsar mais pelo leite longa vida (alta de 1,78%), frutas (0,84%) e carnes (0,61%).
O vilão do mês: Cigarro puxa despesas pessoais
Se a alimentação e a energia ajudaram, o grupo de Despesas Pessoais caminhou na direção oposta, registrando a maior alta do mês (1,30%). O grande responsável por esse impacto foi o cigarro, cujo preço saltou impressionantes 19,59%.
Regionalmente, a cidade de Curitiba teve o maior alívio nos preços (-0,64%), favorecida por fortes quedas na passagem aérea e na energia elétrica. Já Brasília teve a menor deflação (-0,02%), pressionada pelo aumento da gasolina e do cigarro.
INPC também registra deflação
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, acompanhou o IPCA e também fechou agosto em -0,32%. O índice acumula 3,98% nos últimos 12 meses.
*Com informações de IBGE
