[Foto: Richard Souza / AN]
- O benefício do Bolsa Família foi reajustado em 15%, acompanhando a inflação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
- Com a medida, o valor mínimo pago às famílias passa para R$ 691, e o ticket médio alcançará R$ 777 a partir de 1º de outubro.
- O decreto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também atualiza os valores dos benefícios adicionais por integrante da família.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (17) o decreto que estabelece um reajuste de 15% nos repasses do programa Bolsa Família. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, eleva o valor mínimo garantido aos beneficiários de cerca de R$ 600 para R$ 691. Embora o decreto entre em vigor na data de sua publicação, os pagamentos com os novos valores produzirão efeitos financeiros a partir de 1º de outubro.
Com a correção monetária, o valor médio recebido pelas famílias brasileiras saltará de R$ 675 para R$ 777, representando uma elevação nominal de aproximadamente R$ 100 por família. O texto governamental também atualiza as cotas adicionais pagas dentro do programa: o Benefício de Renda de Cidadania sobe para R$ 164 por integrante da família; o Benefício Primeira Infância passa para R$ 173; e o Benefício Variável Familiar é ajustado para R$ 58.
A atualização dos valores atende à legislação do Bolsa Família, que prevê a manutenção do poder de compra da população assistida. Durante a cerimônia de assinatura no Palácio do Planalto, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, explicou que a reposição teve como base a inflação acumulada de 15,04%, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.
Presente na solenidade, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que o reajuste é uma ferramenta essencial para evitar perdas provocadas pela inflação e garantir a segurança alimentar das famílias mais vulneráveis do país. O ministro também apresentou estimativas econômicas de longo prazo, projetando que o programa representará entre 1,2% e 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027. O índice fica abaixo do patamar de aproximadamente 1,5% observado na transição dos anos de 2022 e 2023.
