Projeto do Terminal Intermodal Campo Grande | Foto: Divulgação / Prefeitura do Rio
[Foto: Divulgação / Prefeitura do Rio]
A Prefeitura do Rio apresentou, neste sábado (11), o projeto do novo Terminal Intermodal de Campo Grande, na Zona Oeste. Com investimento estimado em R$ 81,1 milhões, a estrutura será construída em uma área de 22,2 mil metros quadrados, entre a Estrada da Caroba e a Rua Campo Grande, e passará a formar, junto ao Terminal BRT Campo Grande, um novo polo de integração do transporte público da região.
A expectativa é que o terminal reúna, em um único ponto, 33 linhas municipais e intermunicipais, facilitando os deslocamentos de passageiros da Zona Oeste e da Baixada Fluminense.
Durante a apresentação, o prefeito Eduardo Cavaliere destacou que o novo equipamento faz parte do processo de modernização do sistema de transporte da cidade.
“O Terminal Intermodal de Campo Grande vai concentrar os novos ônibus da região e melhorar a qualidade do embarque, dar mais segurança, mais condições e dignidade para o passageiro da Zona Oeste. Com os ônibus novos, a população vai ter previsibilidade e qualidade no sistema, da mesma forma que tem hoje nos BRTs: fazer com o sistema de ônibus comuns a mesma transformação que fizemos com os BRTs”, afirmou.
Integração entre linhas municipais e intermunicipais
O terminal será atendido por 21 linhas municipais da primeira fase do Sistema RIO, nova concessão do transporte por ônibus da capital. As linhas atenderão os bairros de Campo Grande, Inhoaíba, Cosmos, Paciência, Santa Cruz e Sepetiba.
Além disso, o espaço receberá 12 linhas intermunicipais, promovendo a integração entre o Rio de Janeiro e os municípios de Itaguaí, Seropédica, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Duque de Caxias.
A proposta é facilitar as conexões entre os diferentes serviços de transporte, reduzir o tempo de deslocamento e reorganizar a operação do transporte coletivo na região. Após a conclusão do processo licitatório, as obras deverão ser executadas em até dois anos.
Estrutura moderna e integrada ao BRT
Desenvolvido em parceria pelas secretarias municipais de Infraestrutura e de Transporte, o terminal terá capacidade para receber cerca de 60 ônibus simultaneamente e será conectado ao Terminal BRT Campo Grande por meio de uma passarela sob a via férrea.
O projeto prevê dois níveis de operação, com acessos independentes e integração interna entre os pavimentos:
- Pavimento superior: aproximadamente 13,2 mil metros quadrados, com três plataformas cobertas e acessíveis, área de apoio aos motoristas, guarita de segurança, sanitários públicos e elevador. O espaço poderá receber mais de 30 ônibus ao mesmo tempo.
- Pavimento inferior: cerca de 8,9 mil metros quadrados, destinado ao atendimento dos passageiros e ao suporte operacional, com plataformas cobertas, sanitários e sala administrativa.
O empreendimento também contará com dez quiosques destinados ao comércio local e um bicicletário, incentivando a integração entre bicicleta e transporte público.
Terminal de Santa Cruz também avança
Outro projeto em andamento na Zona Oeste é o Terminal Bairro Imperial Santa Cruz, que está sendo construído em uma área superior a 17 mil metros quadrados e terá mais de 14 mil metros quadrados de área construída.
Com investimento de R$ 73,7 milhões, o terminal tem previsão de conclusão e início das operações no segundo semestre de 2027. A estrutura terá capacidade para receber até 14 ônibus articulados do BRT, dez ônibus convencionais e micro-ônibus.
Plano de mobilidade para a Zona Oeste
Segundo a Prefeitura, o Terminal Intermodal de Campo Grande integra um conjunto de obras voltadas para a transformação da mobilidade na Zona Oeste.
Entre as intervenções já entregues estão o mergulhão sob a Avenida Cesário de Melo, a revitalização da Rua Artur Rios, a requalificação da Estrada da Caroba, a expansão da Estrada do Tingui até a Avenida Brasil, a nova alça viária da Estrada dos Sete Riachos e o Túnel Professor Moacyr Sreder Bastos, o primeiro de Campo Grande.
Também seguem em andamento a duplicação da Estrada do Lameirão, a construção de um novo túnel sob o Morro João Vicente, a revitalização da Estrada do Monteiro e do Largo da Maçonaria e a implantação do binário da Estrada Rio-São Paulo com a Rua Vitor Alves.
De acordo com a administração municipal, as intervenções buscam tornar os deslocamentos mais rápidos, melhorar a integração entre os diferentes modais e acompanhar o crescimento de Campo Grande, bairro que reúne mais de 350 mil moradores e é um dos principais polos urbanos da Zona Oeste do Rio de Janeiro.
