O Consulado Geral da Suécia no Rio de Janeiro iniciou um novo ciclo com a nomeação de Jan Lomholdt como cônsul geral honorário. O empresário dinamarquês assumiu oficialmente a função em 1º de abril, substituindo Louise N. Anderson, que ocupou o cargo durante os últimos 15 anos. Além da mudança na representação diplomática, o consulado também passou a funcionar em um novo endereço, no Centro da capital fluminense.
A sede consular deixou o escritório localizado na Praia do Flamengo e passou a operar na sala 802 do Edifício Manhattan, na Avenida Rio Branco, nº 89. A representação atende a comunidade sueca e atua nos estados do Rio de Janeiro, Goiás e Espírito Santo.
Morando no Brasil desde 2010, Jan Lomholdt possui experiência em relações comerciais e culturais entre o Brasil e os países escandinavos. Antes de assumir o consulado, foi diretor da Câmara de Comércio da Dinamarca.
Ao comentar sua chegada ao cargo, Lomholdt destacou a importância da representação diplomática para o fortalecimento das relações entre Brasil e Suécia. Segundo ele, o objetivo é dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo consulado e contribuir para a ampliação das oportunidades de negócios e do intercâmbio cultural entre os dois países.
O novo cônsul também ressaltou a relevância do Rio de Janeiro para as relações bilaterais. De acordo com ele, a cidade possui uma trajetória diplomática consolidada, além de forte projeção internacional e importância turística. A expectativa é de que o interesse dos suecos pelo Rio de Janeiro e pelo Brasil continue crescendo nos próximos anos.
A mudança no comando do consulado ocorre em um contexto de relações históricas entre Brasil e Suécia. Os vínculos diplomáticos entre os dois países foram estabelecidos em 1826, enquanto as relações comerciais remontam a 1822. Ao longo desse período, a cooperação bilateral se expandiu para diferentes setores econômicos e institucionais.
Entre os marcos dessa relação está a instalação do primeiro telefone do Brasil por uma empresa sueca, na residência do imperador Dom Pedro II, no Rio de Janeiro. Desde então, as conexões entre os dois países foram ampliadas e fortalecidas em diversas áreas.
A ministra-conselheira e encarregada de negócios da Embaixada da Suécia no Brasil, Jenny Lennung Malmqvist, destacou a importância da rede consular sueca no país. Segundo ela, os consulados desempenham papel relevante na prestação de serviços consulares e no fortalecimento das relações comerciais, culturais e de cooperação entre Brasil e Suécia.
A transição marca também o encerramento de um longo período de atuação de Louise N. Anderson à frente do consulado. Vivendo no Brasil há três décadas, ela esteve no cargo durante eventos internacionais de grande porte realizados no país, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.
Ao se despedir da função, Louise relembrou momentos marcantes de sua trajetória e destacou as experiências vividas ao longo dos anos de atuação consular. Ela também incentivou a continuidade das iniciativas voltadas para o fortalecimento da cooperação entre os dois países, especialmente em áreas com potencial de desenvolvimento conjunto.
Jan Lomholdt afirmou que o consulado continuará prestando apoio à comunidade sueca e mantendo o trabalho desenvolvido pela representação diplomática.
As relações econômicas entre Brasil e Suécia também seguem expressivas. Atualmente, cerca de 200 empresas suecas estão presentes no mercado brasileiro, empregando aproximadamente 50 mil pessoas e movimentando mais de 30 bilhões de coroas suecas por ano.
O trabalho de aproximação entre os dois países conta ainda com a atuação conjunta da Embaixada da Suécia, da rede de consulados, da Câmara de Comércio Sueco-Brasileira (Swedcham), da Business Sweden e do Centro Sueco-Brasileiro de Pesquisa e Inovação (CISB), integrantes do Team Sweden Brazil.
Entre os principais setores de cooperação bilateral estão a indústria automotiva, a indústria aeronáutica, a engenharia e os serviços. O Brasil é apontado como o principal parceiro da Suécia na América Latina e o maior mercado exportador sueco da região.
As relações comerciais ganharam novo impulso a partir de 2009, com a implementação de uma parceria estratégica entre os dois países. Outro marco ocorreu em 2014, quando foi firmado o contrato entre a Força Aérea Brasileira e a empresa sueca Saab para o desenvolvimento e produção dos caças Gripen NG.
Com a chegada de um novo cônsul honorário e a transferência para uma nova sede no Centro do Rio de Janeiro, o Consulado Geral da Suécia inicia uma nova etapa de sua atuação, mantendo o foco no atendimento à comunidade sueca e no fortalecimento das relações institucionais, econômicas e culturais entre os dois países.
