[Foto: Ilustrativa / LensGO]
- Descarte oficial: Exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz confirmaram resultado negativo para ebola em paciente internada na capital paulista.
- Diagnóstico real: A brasileira de 31 anos segue internada com quadro de gastroenterocolite aguda e apresenta evolução clínica favorável.
- Histórico recente: Este é o segundo caso suspeito da doença que o governo de São Paulo investiga e descarta em menos de um mês.
O governo do estado de São Paulo descartou oficialmente o segundo caso suspeito de ebola que estava sob investigação na capital. A paciente, uma brasileira de 31 anos, havia sido internada na última quarta-feira (10/06) no Instituto de Infectologia Emílio Ribas após retornar de uma viagem recente à República Democrática do Congo (RDC), país africano que enfrenta um surto ativo da doença.
Os exames laboratoriais que afastaram em definitivo a suspeita foram conduzidos pelo Instituto Adolfo Lutz. De acordo com as autoridades de saúde, o protocolo exige critérios rígidos de tempo para garantir a precisão do diagnóstico, o que demandou a realização de mais de um teste.
“Um resultado negativo em amostra coletada antes de 72 horas do início dos sintomas não é suficiente para afastar a infecção. Nessa situação, o protocolo prevê uma nova coleta após esse período. As duas amostras apresentaram resultado negativo, atendendo ao critério laboratorial para o descarte do caso”, explicou Adriana Bugno, diretora-geral do Instituto Adolfo Lutz, em nota oficial distribuída à imprensa.
Estado de saúde e histórico de monitoramento
Apesar do descarte para o vírus do ebola, a paciente permanece internada na instituição médica. O diagnóstico atual aponta que ela está em tratamento para gastroenterocolite aguda. Segundo o boletim médico, a paciente tem demonstrado uma evolução clínica favorável.
A ação faz parte de um monitoramento epidemiológico que já havia sido acionado anteriormente no estado. O primeiro caso suspeito no território paulista envolveu um homem de 37 anos, que também possuía histórico de viagem para a República Democrática do Congo. A suspeita referente a ele foi completamente descartada no dia 1º de junho.
Em ambos os episódios, o Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP) foi o responsável por iniciar as investigações. Os procedimentos foram adotados imediatamente após os pacientes atenderem aos critérios clínicos e epidemiológicos estabelecidos para a classificação de casos suspeitos, combinando os sintomas apresentados com o histórico de deslocamento para regiões de transmissão ativa. O Ministério da Saúde também foi notificado em cada uma das ocasiões.
Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde, defendeu a rigidez e a agilidade do sistema de vigilância paulista: “Casos suspeitos precisam ser identificados e investigados com rapidez, mesmo quando o risco de introdução da doença é muito baixo. Isso permite adotar as medidas de assistência e biossegurança desde o primeiro atendimento e concluir o diagnóstico de forma segura”, afirmou à imprensa.
O cenário do surto na República Democrática do Congo
O estado de alerta se justifica pela gravidade da situação de saúde pública no país de origem dos passageiros. A República Democrática do Congo enfrenta um surto severo de ebola. O número total de casos confirmados da doença na nação africana já ultrapassa a marca de 689, com um balanço de 139 mortes registradas até o momento.
Dados compilados e reportados pela agência de notícias Reuters apontam que a expansão do vírus continua ativa. Foram notificados 17 novos casos nas últimas 24 horas, localizados integralmente na província de Ituri, região onde os primeiros registros deste surto atual haviam sido contabilizados.
