Aperto de mão | [Foto: Ilustrativa / LensGO]
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O Conselho Nacional de Retíficas de Motores (CONAREM) realizou o SUMMIT CONAREM, Encontro Nacional que reuniu cerca de 150 empresários, gestores e profissionais do setor de retífica de motores no Expotrade Pinhais, no Paraná. O evento integrou a programação da AUTOPAR 2026, uma das principais feiras do aftermarket automotivo da América Latina.
A programação foi aberta pelo presidente do CONAREM, José Arnaldo Laguna, que apresentou informações estratégicas sobre o mercado e destacou a importância da modernização das empresas para acompanhar as transformações do setor.
Entre os temas debatidos esteve a Reforma Tributária. O especialista Thiago Cavenaghi abordou os impactos das mudanças no ambiente empresarial, ressaltando que o novo modelo exigirá revisão das estratégias de fluxo de caixa e maior atenção à conformidade fiscal de fornecedores e clientes.
As atualizações jurídicas também estiveram em pauta. Daniel Resende apresentou temas relacionados à Lei Ferrari, ao Right to Repair e à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1106. O especialista também chamou atenção para os desafios trazidos pela Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que amplia as exigências relacionadas à gestão de riscos ocupacionais.
A gestão ambiental foi outro destaque do encontro. Judi Cantarin apresentou práticas voltadas à conformidade ambiental e reforçou o papel das retíficas na economia circular, ao prolongarem a vida útil dos motores e reduzirem a necessidade de descarte de componentes. A especialista também alertou para a importância da gestão documental e da adoção de infraestrutura adequada para atender às exigências dos órgãos fiscalizadores.
Durante sua apresentação, Leopoldo Andretto, diretor da Andretto Solutions, destacou o potencial de crescimento do mercado. Segundo ele, a frota brasileira alcançou aproximadamente 125 milhões de veículos e possui idade média superior a 10 anos e 11 meses. O cenário contribui para uma demanda robusta por serviços de manutenção e retífica, setor que registra cerca de 6,1 milhões de motores retificados no país. As projeções apontam crescimento anual entre 3% e 4% até 2040.
A programação também incluiu temas relacionados à gestão e comunicação empresarial. Lucas Ricardo Meggiolaro apresentou ferramentas de gestão estratégica baseadas em OKRs, enquanto Carla Norcia abordou a importância do posicionamento e da comunicação estratégica para empresas do segmento automotivo.
O encerramento ficou por conta de José Eduardo Luzzi, presidente do Instituto de Mobilidade de Baixo Carbono para o Brasil (MBCBrasil). Ele analisou o cenário da frota nacional, os combustíveis predominantes e os desafios da transição energética. Segundo Luzzi, os motores a combustão interna e os híbridos-flex continuarão predominando na frota brasileira nas próximas décadas, mas o setor precisará se adaptar a uma realidade cada vez mais tecnológica, incorporando competências em eletrônica, diagnóstico avançado e telemetria.
Para José Arnaldo Laguna, o encontro proporcionou uma visão abrangente dos desafios e oportunidades do segmento, oferecendo aos participantes informações técnicas, regulatórias e de gestão capazes de contribuir para o fortalecimento da competitividade das empresas.
O SUMMIT CONAREM contou com o apoio das associações ARERGS e ARESC, além de empresas do setor como Sabó, Kolbenschmidt, Mahle, MWM, Riosulense e Sunnen. Após o encerramento das atividades, os participantes puderam visitar a AUTOPAR 2026, ampliando oportunidades de networking e contato com fabricantes, distribuidores e profissionais de todo o país.
O evento consolidou-se como um espaço de atualização profissional e discussão estratégica para o segmento de retíficas de motores, diante das transformações tecnológicas, regulatórias e econômicas que impactam o aftermarket automotivo.
